INEGI inova na produção de tubos em materiais compósitos para aplicação espacial

26-04-2019
FilTube
O INEGI e a Frezite High Performance desenvolveram tubos estruturais mais leves, com melhor desempenho e produzidos através de um processo mais económico, para integração em satélites e outras aplicações espaciais.

Nos últimos três anos, uma equipa de especialistas do INEGI contribuiu para a investigação, desenvolvimento e validação de novas estruturas tubulares, com diferentes dimensões e geometrias, capazes de responder aos desafios do mercado aeroespacial.

“Há uma necessidade crescente de estruturas mais leves, capazes de suportar diferentes cargas mecânicas e pressões atmosféricas, fáceis de integrar nos restantes componentes e com custos de produção económicos”, explica Rui Marques, responsável pelo projeto no INEGI. “Para responder a estes requisitos, foram criadas soluções que usam materiais compósitos com mais de 60% de fibra de vidro ou fibra de carbono na sua composição”, avança.
Resultaram desta iniciativa três protótipos: um tubo circular em fibra de vidro, com isolamento térmico, para aplicação em componentes de satélites; um tubo retangular em fibra de carbono, capaz de dissipar calor, para utilização numa caixa eletrónica; e um tubo circular em fibra de carbono, com diâmetro de apenas 12mm, também para aplicação em satélites.

Para além das características dos produtos desenvolvidos, a inovação está ainda no processo de fabrico utilizado. Foi usada uma tecnologia de produção de estruturas em materiais compósitos – enrolamento filamentar –, que torna o processo mais automático e, por isso, mais económico, quando comparado com o utilizado nas soluções disponíveis no mercado.

A equipa do INEGI “apoiou o desenvolvimento das estruturas, simulou, desenvolveu e otimizou o processo de enrolamento filamentar, fabricou os demonstradores através deste mesmo processo e fez os testes necessários para validação das propriedades mecânicas dos protótipos produzidos”, enumera Rui Marques.

O projeto de que falamos chama-se FilTube e é cofinanciado por fundos europeus, no âmbito dos programas Norte 2020 e Portugal 2020.

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