Infraestrutura e armazéns no mundo do e-commerce: o caso da Care to Beauty

05-12-2019
O sucesso e sustentabilidade de um negócio de e-commerce (em português, comércio online) está inevitavelmente ligado à sua infraestrutura e logística. E hoje, mais que nunca, as empresas não podem negligenciar este vértice da sua operação.

O estudo «Economia Digital em Portugal 2019», levado a cabo pela ACEPI – Associação da Economia Digital em Portugal em parceria com a IDC, afirma que, em 2018, 50% dos portugueses fazem compras online, em transações que representam cerca de 3% do PIB nacional. A previsão para o futuro é de crescimento, com 66% dos consumidores a comprarem online em 2025, atingindo os 9,7 mil milhões de euros.

Neste sentido, torna-se vital que as empresas estejam preparadas para responder eficazmente aos principais desafios do e-commerce, nomeadamente a gestão dos armazéns de suporte ao negócio online.

Esta gestão - que envolve stock, armazenamento, transporte e expedição de encomendas - afeta não só a eficiência e rentabilidade da empresa, mas também a satisfação e fidelização dos clientes, que cada vez mais exigem rapidez na entrega ou devolução e para quem um erro ou atraso na encomenda pode ditar o fim da relação com o vendedor.

A logística no e-commerce tem vários desafios únicos, que resultam em grande parte da incerteza a nível dos consumos que caracteriza este negócio, nomeadamente as grandes variações do número de encomendas e do número de produtos por encomenda. Por esta razão torna-se necessário garantir flexibilidade e eficácia nas operações de modo a responder da melhor forma às flutuações e picos deste tipo de negócio.

Os armazéns em particular são uma peça-chave, onde é possível obter melhorias significativas em termos de performance e reduzir custos logísticos. Assim, é necessário que a gestão de armazéns se foque em garantir fluxo e flexibilidade dos processos e não apenas na gestão de stocks.

CARE TO BEAUTY: COMO DESENHAMOS O FUTURO ARMAZÉM DESTA PARAFARMÁCIA ONLINE

Reconhecendo estes desafios, e face ao seu acentuado crescimento, a Care to Beauty, que se dedica à venda online de produtos cosméticos, bem-estar e beleza, recorreu recentemente ao INEGI para apoiar o desenho das suas novas instalações e a definição de processos e operações mais eficientes.

Seguindo os princípios já descritos, a intervenção do INEGI contemplou o desenho de uma solução personalizada, com layout e espaços adequados a uma operação ágil e eficiente e processos operacionais de suporte à operação. Decisões como a localização e orientação de portas, ou a automatização dos meios de movimentação, por exemplo, podem equivaler a horas ganhas ou perdidas.

Entre as prioridades esteve a otimização dos fluxos de trabalho, da utilização do espaço, e da operação e produtividade, não só tendo em conta o levantamento da situação atual, mas também as potenciais necessidades futuras.

Um trabalho que se irá traduzir na otimização dos fluxos do armazém, e por consequência numa resposta mais rápida e ágil às encomendas, e na garantia da precisão na informação online sobre stocks, por exemplo.

O trabalho desenvolvido em conjunto com a Care to Beauty evidencia que o planeamento estratégico no e-commerce é um elemento importante de diferenciação, capaz de acrescentar valor em todos os níveis de atuação da empresa.

Em última instância é precisamente este o objetivo da equipa de Gestão e Engenharia Industrial do INEGI: potenciar a eficiência das empresas com o objetivo de acrescentar valor às suas operações.

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