QUALIDADE DO AR E SAÚDE - UMA VERTENTE DE "CONHECIMENTO E AÇÃO" DO INEGI

11-01-2017
Vivemos imersos no ar e estamos-lhe expostos pela respiração, em que “processamos à volta de 20 m3 de ar por dia, e, pela pele, temos algo de rãs, porque também ‘respiramos’ alguma coisa pela pele”, como dizia um professor americano em conferência internacional recente.

Da exposição ao ar ambiente, a par da função vital da respiração, e por causa dela, há uma exposição à qualidade do ar, mistura de gases e vapores, nomeadamente do vapor de água, e com vasto espetro de partículas de muitas dimensões em suspensão.

Como tal, torna-se óbvio que são de esperar problemas de saúde ambientais decorrentes da exposição ao ar, caracterizada pela concentração de substâncias poluentes mas também pelo tempo de contacto com o ar poluído, sendo que na “doença” como na “cura” o relevante é a dose expressa aqui pelo produto da concentração pelo tempo de exposição.

Enquanto se continua a assistir ao progresso nos domínios da medicina sobre as origens de certas doenças respiratórias associadas à poluição do ar, algumas das quais sem qualquer sinal exterior imediato como o efeito radiativo do radão, causa de cancro, gás radioativo de efeito imediato não rastreável, outras estão na origem de alergias respiratórias e, em particular, da asma.

Numa linha de continuação com o consistente percurso de um grupo do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, no âmbito da Comissão Europeia e ao longo de mais de 20 anos, o INEGI apresenta hoje um perfil de atuação neste domínio de grande expressão científica e de grande interesse societal, tendo desenvolvido estudos, auditorias e outras atividades em prol de melhores ambientes interiores em escolas e habitações de crianças nas primeiras idades.

Esta ação de cariz científico tem beneficiado de uma interação estreita com os serviços de saúde e, muito em especial, do ISPUP (Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto) e da Faculdade de Medicina (Alergologia) da Universidade do Porto.

No presente o INEGI ultima, no quadro do Centro de Investigação da Comissão Europeia (Ispra-Itália), um documento-síntese sobre a problemática da ventilação necessária e suficiente nos espaços interiores tendo em vista a qualidade do ar interior e participa de um estudo Exposome (Projeto HEALS da Comissão Europeia) dedicado a estudar o impacto do ambiente atmosférico na saúde, estudando a evolução da saúde em função do ambiente de centenas de gémeos, a maioria dos quais ainda está por nascer.

Como seria possível ter uma atividade científica com uma maior carga de ideal e de esperança?

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